Sim, o uso da cannabis (nome científico da maconha) pode interferir em funções cognitivas, como a memória e a atenção. Esses efeitos variam conforme fatores como a frequência de uso e a quantidade consumida.
A relação entre maconha e memória é investigada pela ciência, especialmente em relação aos efeitos do tetra-hidrocanabinol (THC), principal componente psicoativo da cannabis, e às possíveis consequências do uso frequente.
Por que a maconha pode afetar a memória?
O THC interage com o sistema endocanabinoide, que participa de processos relacionados à memória e à aprendizagem. Essa interação pode prejudicar temporariamente o processamento e a retenção de informações.
A memória de trabalho, por exemplo, permite manter informações por um curto período e utilizá-las durante uma atividade. Quando essa função é afetada, algumas tarefas cotidianas podem se tornar mais difíceis, como acompanhar instruções ou lembrar informações durante uma atividade.
Os efeitos da maconha sobre a memória são permanentes?
As pesquisas científicas ainda não concluíram a duração e a reversibilidade dos efeitos cognitivos associados ao uso de cannabis.
Por isso, não é possível afirmar que as alterações na memória sejam necessariamente permanentes.
O que diz a pesquisa sobre maconha e memória?
Um estudo publicado em 2025 no periódico científico JAMA Network Open, intitulado Brain Function Outcomes of Recent and Lifetime Cannabis Use, analisou 1.003 adultos.
Os pesquisadores identificaram uma associação entre o uso intenso de cannabis ao longo da vida e uma menor ativação cerebral durante a realização de uma tarefa de memória de trabalho.
Quando procurar orientação profissional?
O uso da maconha pode trazer outros prejuízos à saúde, que vão além da memória e da concentração.
Se você tem dificuldade de interromper o uso da maconha, busque orientação profissional.
